... me deu uma inquietação por dentro. Algo que, por mais que eu tenha tentado de todas as formas entender, ainda não consegui alinhar no pensamento... E tudo é tão confuso que, apesar de já ter começado a carta, não faço ideia de como vai seguir, apenas continuo a escrever.
Primeiro, talvez essa carta seja destinada a todo mundo que tenha qualquer interesse na minha vida, ou a quem não tenha interesse algum, ou a quem nem me conheça. Ou simplesmente vá pra mim, quem sabe escrevendo esses pensamentos eles se alinhem e assim seja possível que eu mesma os compreenda.
Especialmente hoje me deu vontade de fugir. Mas não uma fuga como as de sempre, que é a fuga da tristeza, mas sim uma aventura, uma experiência nova num lugar novo. Um lugar que me fizesse viver algo mágico.
Então comecei a pensar em alguém pra ir junto, que teria que ser companheiro e divertido, por que pra esse tipo de fuga não pode ser qualquer companhia.
Então comecei a pensar na viagem com essa pessoa, e nas coisas q poderiam acontecer de mágico, e comecei a pensar em coisas que eu nem sei o que são!
Então comecei a pensar que eu deveria pensar assim sempre! Que não deveria me deixar largada na rotina.
Então comecei a pensar que todas as minhas lembranças mágicas já são muito velhas, e que eu deveria me esforçar pra colocar mais magia na minha vida agora.
Então voltei a pensar nessa viagem, que deveria ser um momento perfeito.
Então percebi que tudo que eu pensava envolvia uma companhia ou situações que não dependem de mim...
E ai... fiquei triste...
Por que mesmo sabendo que não existe a perfeição eu continuo com essa esperança estúpida de que alguém traga-me coisas que, mesmo desejando com toda a alma, sei que nunca virão.
E continuo sentindo que dependo de algo ou alguém.
No fim, continuo com a tal inquietação, por que por mais que eu tenha me dado conta de tudo isso...
Continuo esperando.
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